por Jornal O Tempo
Postado em 17 de Outubro de 2026 às 09:00 hrs
Estado que detém quase a metade das reservas de terras raras do país, Minas Gerais recebeu R$ 234,5 milhões de investimentos para a exploração de minerais críticos, considerados estratégicos para a transição energética, em 2025. O resultado coloca Minas na liderança nacional, como a unidade federativa que reuniu o montante mais expressivo de aportes no ano passado. O valor consta na plataforma MCE 360, de responsabilidade da Agência Nacional de Mineração (ANM), que foi publicado com dados sobre o setor nesta semana.
O segundo estado com valores direcionados foi Goiás, com R$ 205 milhões. De acordo com o plataforma da ANM, o minério de ferro foi o mineral que mais atraiu investimentos. Foram R$ 90 milhões aportados para explorar jazidas da substância no ano passado, segundo a ANM. O dinheiro foi injetado em cidades, especialmente, das regiões metropolitana de Belo Horizonte e Central mineira, como Ouro Preto, Itabira, Mariana e Nova Lima.
Segunda substância com mais recursos, o ouro recebeu R$ 47 milhões. O recurso abasteceu atividades de exploração e pesquisa em cidades da região Noroeste, como Paracatu e Guarda-Mor, mas também abasteceu as economias de municípios na região Central, como Mariana e Itabirito. Paracatu, inclusive, responde por cerca de 22% da produção nacional de ouro.
O lítio, mineral que tem o Vale do Jequitinhonha como uma das regiões com as maiores reservas, foi o terceiro com maior volume de investimentos. Foram R$ 42,2 milhões, conforme o balanço da ANM. As cidades mais beneficiadas foram Itinga, Araçuaí, Virgem da Lapa, dentre outros municípios da região.
Em todo o Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Mineração, os investimentos em 2025 somaram R$ 1,2 bilhão. A nível nacional, ouro (R$ 402 milhões), ferro (R$ 253 milhões) e terras raras (R$ 163 milhões) foram as substâncias com mais recursos direcionados. O lançamento da plataforma MCE 360 se dá na esteira da implementação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, estabelecida pela Lei nº 15.506, de 16 de setembro de 2026.