por itatiaia
Postado em 10 de Outubro de 2026 às 09:00 hrs
A Polícia Federal (PF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro contestaram, nesta sexta-feira (9), informações divulgadas pela revista Veja sobre uma suposta colaboração premiada envolvendo o financiamento do documentário Lula, dirigido por Oliver Stone.
Em notas oficiais, a PF e a PGR afirmaram que Vorcaro não prestou depoimento com o teor descrito na reportagem e que não apresentou documentos ou anexos relacionados ao suposto repasse de recursos para a produção do filme durante as tratativas para um acordo de delação premiada.
A reportagem da revista atribui ao ex-banqueiro declarações segundo as quais ele teria financiado o documentário em troca de acesso a fundos de pensão ligados ao governo. Segundo os órgãos responsáveis pela investigação, porém, essas afirmações não constam de qualquer depoimento prestado às autoridades.
Em nota, a Polícia Federal informou que as propostas de colaboração apresentadas pela defesa de Daniel Vorcaro não foram aceitas por não atenderem aos requisitos legais previstos para esse tipo de acordo.
corporação também ressaltou que o ex-banqueiro não prestou depoimento com o conteúdo mencionado pela publicação nem entregou documentos ou informações com esse teor.
Além disso, a PF informou que recebeu uma notícia-crime pedindo providências para apurar os fatos relacionados à divulgação da reportagem. O pedido foi encaminhado ao setor técnico responsável pelas investigações.
A Procuradoria-Geral da República também negou que tenha ouvido Daniel Vorcaro durante as negociações da colaboração premiada.
Segundo a PGR, todas as tratativas ocorreram exclusivamente por meio dos advogados do investigado e não houve contato direto entre o ex-banqueiro e integrantes do Ministério Público Federal.
Os advogados de Daniel Vorcaro também divulgaram nota rebatendo a reportagem. A defesa afirmou que não reconhece a autenticidade, a origem ou a integridade do material divulgado e destacou que o ex-banqueiro não prestou depoimentos à Polícia Federal nem à Procuradoria-Geral da República sobre o assunto durante as negociações da colaboração premiada.