por g1
Postado em 24 de Agosto de 2026 às 09:00 hrs
Gritos, objetos que voam e forças sobrenaturais são imagens associadas ao exorcismo no cinema. No entanto, na vida real, o trabalho de um exorcista vai muito além de um ritual.
Em julho, a Diocese de Caxias do Sul nomeou o padre Daniel D'Agnoluzzo Zatti para atuar no Ministério do Exorcismo. Ele é o primeiro padre da Serra Gaúcha nomeado para a função e já recebe procura por atendimentos.
Segundo o padre, a criação do ministério está relacionada ao volume de pessoas que procuram a Igreja em busca de uma explicação para situações que enfrentam.
Antes de qualquer ritual, o Ministério do Exorcismo faz uma investigação. Daniel montou uma equipe com profissionais da saúde, entre psicólogos e psiquiatras, para acompanhar os casos.
O padre explica que o ritual de exorcismo só é considerado depois desse processo.
"Não é o dos filmes. O ritual só acontece depois de um processo minucioso de discernimento que envolve profissionais da saúde mental, da área médica. Temos uma equipe que avalia em cada caso, acompanha desde o início", afirma.
A maior parte dos casos é encerrada nessa etapa de investigação. Segundo o padre, apenas entre 5% e 10% das pessoas que procuram o ministério chegam à etapa que envolve o exorcismo.
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