por Jornal O Tempo
Postado em 17 de Agosto de 2026 às 09:00 hrs
O engasgo pode bloquear parcial ou totalmente a passagem de ar. Se a criança não consegue respirar, tossir ou emitir sons, a situação exige ação imediata e acionamento do serviço de emergência. As manobras de desobstrução variam conforme a idade da criança. Por isso, pais e responsáveis devem aprender previamente as técnicas adequadas para bebês e crianças com profissionais capacitados.
Em pequenos cortes, a primeira medida é higienizar as mãos e realizar compressão direta sobre o local com um pano limpo ou gaze, ajudando a controlar o sangramento. Se o sangramento for intenso, não parar após a compressão ou o ferimento for profundo, é necessário procurar atendimento médico.
Em caso de queimadura, a região afetada deve ser resfriada com água corrente em temperatura ambiente. Não é recomendado aplicar gelo, pasta de dente, manteiga, café ou outras substâncias caseiras sobre a pele. Queimaduras extensas, profundas, elétricas ou que atinjam regiões sensíveis, como rosto e genitais, precisam de avaliação médica.
Após uma queda, é importante observar a criança e verificar se houve perda de consciência, vômitos repetidos, alteração de comportamento, sonolência excessiva, convulsões ou outros sintomas. Em caso de sinais de alerta ou suspeita de lesão mais grave, a criança deve ser avaliada por uma equipe de saúde. Se houver suspeita de lesão na coluna ou no pescoço, deve-se evitar movimentá-la desnecessariamente.
Quando ocorre sangramento pelo nariz, a criança deve permanecer sentada e inclinada levemente para frente. O nariz pode ser comprimido suavemente na parte macia por alguns minutos. Inclinar a cabeça para trás não é recomendado, pois o sangue pode ser engolido e causar desconforto.
Se a criança ingerir medicamentos, produtos de limpeza ou outra substância potencialmente tóxica, o responsável não deve provocar vômito nem oferecer alimentos ou bebidas sem orientação profissional. É importante identificar o produto envolvido e buscar orientação de um serviço especializado ou atendimento de emergência, principalmente se houver sintomas.
Durante uma convulsão, o adulto deve proteger a criança contra objetos que possam causar ferimentos e, se possível, colocá-la em uma posição segura após os movimentos cessarem. Não se deve colocar objetos ou os dedos dentro da boca da criança, nem tentar impedir seus movimentos. Se for a primeira convulsão, durar vários minutos, houver dificuldade para respirar ou a criança não recuperar a consciência adequadamente, é necessário acionar atendimento de emergência.