por itatiaia
Postado em 07 de Julho de 2026 às 09:00 hrs
Só no primeiro semestre deste ano, ao menos 552 servidores da Polícia Civil de Minas Gerais se afastaram de seus postos por motivos de saúde. O número foi levantado pela Itatiaia a partir de anúncios feitos em edições do Diário Oficial entre janeiro e junho e ilustra uma preocupação da corporação em relação à assistência prestada aos que trabalham na investigação de crimes no estado.
Os números levantados pela reportagem mostram que, entre os mais de 500 afastamentos por motivos de saúde, 301 ficaram fora de seus postos por ao menos 30 dias; desses, ao menos 234 se ausentaram por 60 dias; e, entre eles, 115 se licenciaram por ao menos 180 dias.
Em relação às carreiras, a maior frequência de afastamento se deu entre investigadores, que soma 244 servidores que precisaram se ausentar em algum momento por motivos de saúde. A lista segue com escrivães, com 107; técnicos e auxiliares, com 95; delegados, com 56; peritos criminais, com 40; e médicos legistas, com 10.
Para o presidente do Sindicato dos Escrivães de Polícia do Estado de Minas Gerais (Sindep/MG), Marcelo Horta, o número é alarmante e sintomático sobre a situação da carência de pessoal na corporação.