por itatiaia
Postado em 30 de Junho de 2026 às 09:00 hrs
Os recursos destinados ao Programa de Manutenção e Custeio, criado para garantir a compra de materiais didáticos, além de intervenções, reparos e manutenção dos prédios das escolas da rede estadual de ensino, sob gestão do Governo de Minas Gerais, caíram 44% entre 2024 e 2025. Dados obtidos pela reportagem por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) mostram que a verba destinada ao custeio das unidades, à manutenção predial e à renovação de mobiliário e equipamentos passou de R$ 931,1 milhões para R$ 519,1 milhões — uma redução de R$ 412 milhões.
Em meio à redução dos investimentos, estudantes frequentam salas de aula com problemas de infraestrutura, como infiltrações e fiação exposta, sob risco de incêndio devido a falta de Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), enquanto professores recorrem ao próprio bolso e a doações para viabilizar atividades pedagógicas. A Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) nega a "queda nos valores disponíveis" e afirma que a medida "reflete uma gestão responsável dos saldos já existentes nas caixas escolares".
O Programa de Manutenção e Custeio tem como finalidade garantir que as escolas tenham recursos em caixa para realizar reparos como a troca de torneiras, fazer a poda de árvores, capina do terreno, compra de gás de cozinha, pagamento de telefone, material de escritório e de informática, dentre outros. O valor destinado para cada uma das 3.425 unidades de ensino da rede é calculado com base na infraestrutura e também no número de estudantes.
