por Diário do Comercio
Postado em 16 de Junho de 2026 às 09:00 hrs
A BR-116, uma das principais ligações rodoviárias do Brasil, acumula um histórico preocupante de acidentes fatais e consolidou-se como a estrada com maior número de mortes do país. Conhecida por motoristas e moradores como “Rodovia da Morte”, a via que atravessa Minas Gerais e conecta o Ceará ao Rio Grande do Sul lidera as estatísticas de fatalidades há mais de dez anos.
Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostram que, entre 2013 e 2023, a BR-116 registrou o maior número de mortes em acidentes em praticamente todos os anos da série. A única exceção ocorreu em 2016, quando a BR-101 contabilizou 839 vítimas fatais, superando as 824 mortes registradas na BR-116.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2023 a BR-116 contabilizou 740 mortes em acidentes. Neste ano, o total já ultrapassou os números do período anterior, chegando a 763 óbitos.
Trechos da BR-116 em território mineiro são considerados alguns dos mais críticos da malha rodoviária nacional, especialmente por apresentarem pistas simples e segmentos de mão dupla.
Especialistas em infraestrutura defendem que a duplicação da BR-116 é uma das medidas mais urgentes para reduzir o número de acidentes. Embora alguns trechos, especialmente no Nordeste, tenham recebido melhorias nos últimos anos, segmentos em Minas Gerais ainda apresentam problemas estruturais.
Além das obras, especialistas apontam a necessidade de reforçar a fiscalização nas estradas, com a ampliação do uso de radares inteligentes capazes de identificar não apenas excesso de velocidade, mas também infrações como ultrapassagens proibidas.
