por Jornal O Tempo
Postado em 18 de Maio de 2026 às 09:00 hrs
A começar pelo número de mortos em razão da pandemia: 22,1 milhões de pessoas, segundo a organização. Esta estimativa, inédita, é três vezes o número oficial, de 7 milhões de mortos pela Covid-19 entre 2020 e 2023.
Os números, contudo, não incluem apenas mortes causadas diretamente pelo coronavírus. Há fatores indiretos citados como propulsores.
O principal deles, diz o relatório, foi a interrupção e a sobrecarga nos sistemas de saúde. Isso teria dificultado o acesso de pacientes com outras condições graves, que não conseguiram atendimento imediato ou leitos hospitalares por causa da superlotação. Em razão de possível subnotificação em países de baixa renda, o contingente de mortos pode ser ainda maior.
Outro ponto são as doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, cujos tratamentos foram impactados por falta de acompanhamento. Cânceres e condições cardiovasculares também estão neste grupo, na esteira das interrupções dos serviços.
De acordo com os resultados, sexo, idade e geografia determinaram o risco. Os homens foram os mais atingidos, representando 57% das vítimas globais; no ápice da crise, em 2021, a mortalidade masculina chegou a ser 50% superior à feminina
A idade avançada consolidou-se como o maior fator de risco, com 65% dos óbitos concentrados em pessoas com 65 anos ou mais. Neste grupo, os idosos com mais de 85 anos enfrentaram um risco de morte dez vezes maior do que adultos na faixa dos 55 a 59 anos, por exemplo.