por itatiaia
Postado em 09 de Maio de 2026 às 09:00 hrs
JK morreu em agosto de 1976 em um acidente de carro na Via Dutra, que liga o Rio de Janeiro a São Paulo. Ele estava em um Opala dirigido por seu motorista Geraldo Ribeiro e foi atingido por uma carreta. Os dois ocupantes do automóvel faleceram.
O acidente passou por diversos escrutínios ao longo das últimas quase cinco décadas. A versão da ditadura militar, em curso no país entre 1964 e 1985, foi a de um acidente de trânsito comum. O veredito foi depois confirmado por outras análises, notadamente a da Comissão da Verdade, em 2014.
Há também outras versões, como a da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG) que, em 2012, pediu uma nova investigação do caso a partir da exumação do corpo do motorista de JK e a descoberta de um projétil metálico em sua cabeça. O fato deu nova força à hipótese de Geraldo ter sido baleado enquanto dirigia. Há também a hipótese dele ter sido envenenado ou do carro ter sido alvo de uma sabotagem mecânica, como sustentado pelas Comissões Estaduais da Verdade de São Paulo.
JK não foi um opositor da ditadura logo após o golpe de 1964 e nutria esperanças de voltar à Presidência da República em 1965, para quando os militares haviam prometido reabrir o pleito pelo Palácio do Planalto (o que só ocorreu efetivamente em 1989). Ao longo da duração do regime, no entanto, Juscelino passou ao campo da oposição como um dos líderes da frente ampla crítica ao governo dos generais.
O relatório da historiadora foi apresentado na 7ª reunião ordinária da CEMDP, em 1º de abril de 2026 para conhecimento e apreciação do colegiado. Ainda não há uma data para que a comissão tome uma decisão definitiva sobre o caso.