Blog do Zé Antônio

Jornalista, radialista e apresentador de TV

Doação de órgãos: conheça cinco mitos sobre o processo

por g1

Postado em 25 de Abril de 2026 às 09:00 hrs


Mito 1: É preciso deixar tudo registrado em cartório para ser doador

Verdade: Não é necessário deixar nenhum documento por escrito informando o desejo de ser doador. Segundo o MG Transplantes, quem autoriza a doação após a morte são os familiares de até segundo grau, e a decisão é tomada no momento da confirmação da morte encefálica. Por isso, conversar com a família é fundamental.

 Mito 2: O atendimento médico muda se a pessoa disser que é doadora

Verdade: O processo de doação só começa após o diagnóstico de morte encefálica, que segue critérios rigorosos e é confirmado por médicos independentes. As equipes que tentam salvar a vida do paciente não são as mesmas envolvidas na captação de órgãos, conforme protocolos do Sistema Nacional de Transplantes.

 Mito 3: Quem morre mais velho não pode doar órgãos

Verdade: Não existe idade máxima para ser doador. O que determina a possibilidade de doação é a avaliação clínica dos órgãos, feita no momento da morte. Minas Gerais registra doações de pessoas idosas, principalmente de córneas e rins.

 Mito 4: A família não pode mais velar o corpo

Verdade: A retirada dos órgãos é feita com técnicas cirúrgicas e não impede o velório nem o sepultamento, inclusive em caixão aberto. Esse é um dos esclarecimentos mais frequentes feitos pelas equipes do MG Transplantes durante a abordagem familiar.

 Mito 5: Existe comércio de órgãos

Verdade: A compra e venda de órgãos é crime no Brasil. Todo o processo é 100% regulado pelo SUS e fiscalizado pelo Ministério da Saúde e pelas centrais estaduais de transplantes, como o MG Transplantes, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

 Serviço

Quem quiser mais informações sobre doação de órgãos pode procurar o MG Transplantes, pelo telefone 0800 283 7183, ou acessar o site da Fhemig.

Nenhum comentário disponível até o momento.