por G1
Postado em 25 de Novembro de 2025 às 09:00 hrs
À medida que a população mundial envelhece, cresce também o número de pessoas vivendo com demências, como a Doença de Alzheimer. Frente à ausência de tratamentos curativos e à eficácia limitada dos medicamentos disponíveis, cresce o interesse por novas abordagens terapêuticas. E entre elas, os canabinoides da planta Cannabis.
Os resultados são discretos, mas carregam uma mensagem promissora: talvez o futuro da cannabis medicinal esteja nas doses invisíveis, e não nos efeitos psicoativos que ainda assustam muitos pacientes e médicos.
Na sequência, outros estudos reforçaram que o sistema endocanabinoide, que é importante para a homeostase e plasticidade neural, sofre um declínio natural ao longo do envelhecimento.
O maior obstáculo à aceitação da cannabis como ferramenta terapêutica no envelhecimento cerebral talvez não seja científico, mas cultural. O receio de “ficar chapado” afasta muitos pacientes e até mesmo profissionais de saúde.
Mas estudos como esse mostram que há caminhos para contornar esse problema, por exemplo utilizando doses tão baixas que não provocam alterações perceptíveis de consciência, mas que ainda podem modular sistemas biológicos importantes, como a inflamação e a neuroplasticidade.
Microdoses de Cannabis podem escapar da zona de psicoatividade e, ainda assim, entregar benefícios. Isso pode abrir portas para novas formulações com foco em prevenção, especialmente em populações mais vulneráveis, como idosos com comprometimento cognitivo leve ou histórico familiar de demência.
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