por Dom Walmor
Postado em 22 de Novembro de 2025 às 09:00 hrs
A Solenidade de Cristo Rei do Universo, celebrada há 100 anos desde sua instituição por Pio XI em 1925, reafirma a realeza universal de Jesus como resposta à crescente secularização. Apesar de marcas triunfalistas do contexto da época, sua essência permanece atual diante dos graves desafios contemporâneos: pobreza extrema, violência política e destruição ambiental. Celebrar Cristo Rei, ao final do Ano Litúrgico e às portas do Advento, inspira reflexões capazes de orientar caminhos de esperança.
Na Arquidiocese de Belo Horizonte, Cristo Rei é titular da Catedral, um discernimento do primeiro arcebispo, Dom Antônio dos Santos Cabral, no início do século passado. A realeza de Cristo se revela no trono da cruz e na coroa de espinhos: seu poder é serviço, entrega e amor redentor. A cena narrada por João, com Maria aos pés da cruz, expressa a força dessa realeza, capaz de curar feridas da humanidade e contrapor os “reinados” marcados por ambições e jogos geopolíticos.
Na política, discursos muitas vezes não condizem com a prática, voltada aos interesses de poucos. O poder se converte em doença alimentada pelo dinheiro, gerando violência e desigualdade. Assim, constroem-se “reinados” egoístas, indiferentes ao bem comum e à solidariedade. A saída está no serviço e na partilha, fundamentos de uma cidadania que promove dignidade e justiça.
