Blog do Zé Antônio

Jornalista, radialista e apresentador de TV

mortes em operação no Rio

por Agência Brasil

Postado em 30 de Outubro de 2025 às 09:00 hrs


O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou “profunda preocupação” com o número de vítimas da Operação Contenção, deflagrada nesta terça-feira (28) nas favelas da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. Segundo o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, Guterres pediu uma investigação imediata e a garantia de que qualquer ação policial siga as normas internacionais de direitos humanos. 

United Nations Secretary-General Antonio Guterres speaks during a news conference with Austrian Chancellor Karl Nehammer (not seen) and Foreign Minister Alexander Schallenberg (not seen) in Vienna, Austria May 11, 2022. REUTERS/Lisa Leutner

A diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil, a médica Jurema Werneck, considera “desastrosa” a operação policial Contenção nos complexos do Alemão e da Penha, nesta terça-feira (28) na zona norte do Rio de Janeiro. Balanço oficial mais recente aponta que ação resultou na morte de 119 pessoas.

Rio de Janeiro (RJ), 11/07/2024 – A diretora executiva da Anistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck fala durante manifestação de familiares e amigos de João Pedro, de 14 anos, morto durante uma operação conjunta da PF e da Polícia Civil no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, em 2020, em ato em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Em nota, o ministério afirmou que “o enfrentamento ao crime organizado deve ser conduzido com base em inteligência, planejamento estratégico e, sobretudo, na preservação da vida”. 

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção.Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil

operação policial realizada nesta terça-feira (28) contra o tráfico de drogas nos complexos da Penha e do Alemão, zona norte da cidade do Rio de Janeiro, foi marcada por execuções e torturas e classificada como carnificina por moradores, parentes dos mortos e pela Associação de Moradores do Parque Proletário da Penha.

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Protesto contra a operação policial que deixou mais de 119 pessoas mortas no Complexo da Penha, em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo do Estado.Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“Se esses dados se confirmarem, tem uma violação maior que o Carandiru. Então, se torna a maior violação cometida pelo Estado na história da nossa redemocratização”, declarou Dani, nesta quarta-feira (29), durante atendimento da comissão para acompanhar os desdobramentos da ação policial nos complexos do Alemão e da Penha, em parceria com diversas instituições.

SENSITIVE MATERIAL. THIS IMAGE MAY OFFEND OR DISTURB A drone view shows mourners gathering around bodies, the day after a deadly police operation against drug trafficking at the favela do Penha, in Rio de Janeiro, Brazil, October 29, 2025. REUTERS/Ricardo Moraes

 

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