por O Globo
Postado em 30 de Setembro de 2025 às 09:00 hrs
As fraudes em projetos de mineração reveladas pela Polícia Federal na Operação Rejeito elevaram a pressão sobre a administração do governador Romeu Zema, em Minas, e também respingaram em outros personagens políticos ligados ao estado. Zema, que demorou mais de 24 horas para se manifestar sobre a operação, agora pode ter que enfrentar uma CPI na Assembleia Legislativa. Em Brasília, a deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) também tenta colocar uma CPI de pé na Câmara, que poderia ampliar as investigações sobre órgãos federais, como a Agência Nacional de Mineração (ANM). Entre os presos pela operação, há pessoas ligadas a Jair Bolsonaro, Nikolas Ferreira (PL-MG), Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Alexandre Silveira (PSD-MG).
Segundo as investigações, o esquema poderia alcançar lucros de até R$18 bilhões para o grupo criminoso, formado por empresários, políticos, diretores de órgãos federais e estaduais de Minas, que obtiam autorizações para exploração mineral em locais originalmente proibidos através de pagamentos de propinas e influência política.
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