por Caio César/Alexandre César - Portal Imbiara
Postado em 30 de Setembro de 2029 às 09:00 hrs
O futuro do Arachá Sports, conhecido como “Índio Guerreiro”, ainda é uma incógnita. Em entrevista concedida ao apresentador Alexandre César, do Debate Esportivo, novo programa da Rádio Imbiara 91,5 FM, o empresário e idealizador do tricolor do Alto Paranaíba, Rubens Leite, falou sobre as dificuldades que o clube enfrenta para entrar em campo no futebol profissional em 2026. Rubens apontou que a prioridade pode ser a disputa do Campeonato Mineiro Sub-20, apesar que há uma exigência por parte da Federação Mineira de Futebol (FMF) de ser uma equipe profissional filiado à entidade para estar confirmado na competição.
“Essa pergunta é interessante e difícil de responder no momento”, iniciou Rubens que atualmente mora nos Estados Unidos. “Estamos com grande dificuldade em arrumar um lugar para alojar os atletas e a comissão técnica. Não temos campo disponível para treinar. Também não temos um estádio apto a receber jogos, já que o Fausto Alvim necessita de uma grande reforma. Todos sabem disso.”
Segundo o dirigente, até existe recurso reservado para a retomada, mas ele não seria suficiente para garantir a continuidade. “Eu tenho um certo recurso para manter o time no primeiro ano, mas não para sempre. As pessoas têm que entender: não é má vontade nossa. Se registrarmos o time em Araxá e tivermos que montar a sede em outra cidade próxima, a multa na Federação é de R$ 300 mil. Se trocar o nome, também é R$ 300 mil. Tudo isso exige cautela”, explicou.
Apesar das dificuldades, Rubens mantém alguma esperança. “Há uma grande chance de termos o Sub-20 do Mineiro no ano que vem. Já o profissional ainda está muito longe para darmos uma resposta concreta. Espero que todos entendam: não podemos errar e montar um time só de um ano.”
Necessidade de apoio coletivo
Para o apresentador do programa Revista Semanal e cronista esportivo José Antônio Luiz Filho, o clube precisa de apoio coletivo porque, sozinho, Rubens Leite não conseguirá conduzir o projeto.
“Não é fácil, não. Uma pessoa só não consegue tocar um clube de futebol. Futebol é associação, é união de esforços. Por mais boa vontade que ele tenha, a situação lá nos Estados Unidos também mudou, ele deve estar passando pelas dificuldades dele. E, para montar um clube, tem que ter apoio. A prefeitura tem, evidentemente, uma responsabilidade muito grande na cidade como um todo.”
