por UOL
Postado em 15 de Setembro de 2025 às 09:00 hrs
quando passamos horas em jejum, a glicose, que é um combustível fundamental para o cérebro, começa a cair. Como consequência, dispara uma reação em cadeia no organismo
Esse efeito é ainda mais intenso porque, diferente dos músculos, que têm o glicogênio muscular para "queimar", o cérebro humano não tem reservas de energia e depende de um fluxo contínuo de glicose para funcionar
Mas o humor não é alterado apenas por causas fisiológicas. A fome também possui um componente afetivo e social. "Existem dois tipos de fome: a da necessidade orgânica e a vontade de comer por questões psicológicas veladas, que também podem levar à irritabilidade e nem sempre refletem uma real necessidade de alimentação"
"A sensibilidade à queda de glicose, o perfil hormonal e a ansiedade elevada podem potencializar a irritação", destaca Renata Dourado. Além disso, o gênero e o período menstrual também influenciam. "Uma mulher na TPM pode ficar muito mais reativa, por exemplo. Quem já tem pouco sono ou altos níveis de estresse também tende a apresentar um limite de tolerância mais curto"
Em alguns casos, até os problemas decorrentes da fome variam e vão além de uma mera irritação. A falta prolongada de energia pode afetar a concentração, o raciocínio, a memória e até provocar sintomas mais graves
