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Postado em 13 de Setembro de 2025 às 09:00 hrs
As doenças relatadas nas redes também variam: de condições como câncer a transtornos psiquiátricos, passando por doenças raras
O compartilhamento de doenças não é novo. Antes mesmo da internet, grupos de apoios para tratamentos e grupos terapêuticos já existiam para que pacientes compartilhassem a jornada com o próprio diagnóstico
Hoje, sobretudo após a pandemia, em que debates acerca da saúde mental tornaram-se ainda mais visíveis, falar sobre os mais variados diagnósticos nas redes sociais tornou-se cada vez mais comum, levantando debates não apenas sobre como as pessoas expõem seus diagnósticos, como também a percepção que elas têm sobre eles
Expor um diagnóstico pode ser benéfico para o paciente. O compartilhamento tem o potencial de fazer com que o paciente encontre uma comunidade onde possa ser compreendido e escutado. Essa sensação de pertencimento pode estimular os pacientes a continuarem com tratamentos e a aceitarem seus diagnósticos
Para especialistas, existe uma confusão em relação à confiança da informação nas redes sociais. Eles alertam que não é só porque há um perfil com muitos seguidores que a pessoa tenha autoridade para falar sobre determinado tema
Outro ponto de atenção é o oportunismo. Nem sempre os relatos nas redes sociais são de fato de pessoas que estão convivendo com uma doença. Dada a popularidade do tema, muitas pessoas têm se utilizado do espaço para se autopromover