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Postado em 05 de Setembro de 2025 às 09:00 hrs
alterações no sentido do cheiro podem servir como um sinal precoce, abrindo caminho para intervenções antes do surgimento de sintomas cognitivos clássicos, como perda de memória…
o cérebro tem seu próprio sistema de defesa, formado por células chamadas microglia. Elas funcionam como "faxineiras" do cérebro, limpando células danificadas ou ameaças
No caso do Alzheimer, essas microglia acabam atacando algumas fibras nervosas importantes que ligam a parte do cérebro responsável pelo olfato (o bulbo olfativo) a outra região que ajuda a perceber cheiros (o locus coeruleus)
, essas células de defesa confundem os neurônios saudáveis ou parcialmente danificados com algo que deve ser eliminado, iniciando assim a destruição precoce das conexões ligadas ao olfato
Simplificando: no início do Alzheimer, o cérebro começa a perder algumas conexões relacionadas ao olfato porque suas células de defesa atacam os neurônios por engano, e isso pode ser percebido como uma diminuição da capacidade de sentir cheiros